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Bloco de notas


                 

Moro no Acre há 15 anos, completados dia 6 de agosto. Sou de Rondônia e por incrível que pareça não tenho vergonha disso. Filha de pai mineiro e mãe paraense cresci numa família que sempre respeitou a singularidade das culturas de cada região, aprendizado que repasso aos meus. Conheci e morei em vários Estados brasileiros e nunca me senti uma forasteira onde quer que fosse, porque brasileira sou.

Não posso como jornalista e consciente da minha própria cidadania atribuir a uma população, a um povo, características tão sombrias como essas que estão sendo verificadas em Rondônia. Nem de longe sugerir que as más qualidades dos políticos de lá, que são de outros estados, sejam de responsabilidade do povo que os acolheram.

Gente sem escrúpulo existe, infelizmente, em todo o Brasil, em todo o mundo. Cedendo a todo tipo de corrupção. Na prática política temos mais exemplos pela exposição a que se submetem essas pessoas. Fico muito preocupada com a associação feita pela maior parte da imprensa: maus políticos X forasteiros. As comparações entre Acre e Rondônia vão existir sempre. Somos vizinhos. Deveríamos trocar mais figurinhas e não competir. Rondônia deveria ouvir as experiências do Acre e Acre, idem. Porque em Rondônia, tenho certeza disso, não tem apenas exemplos negativos, danosos. Temos muitos problemas iguais. Estamos na Amazônia e esse grande ponto em comum deveria ser motivo de debate contínuo e aproximação mais que necessária. Sou, portanto, rondoniana, sou acreana, mineira e paraense, sou brasileira. 

 

“Somos pioneiros que, nestas paragens do poente, gritam com força: somos brasileiros!”



Escrito por Golby às 19h28
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